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Mas, peraí: Quem é você?

  • 23 de dez. de 2022
  • 3 min de leitura


Bom, essa não é lá uma pergunta muito justa, afinal, quem é você?

(não falei? assim fica difícil, kkkkk, mas vamos lá)


(estou escrevendo este texto ao som de Concerto for Lute, de Antonio Vivaldi, portanto sugiro que leiam este o texto a seguir ouvindo esta música, e estaremos juntos no tempo).

Pra início de conversa, eu nem acho tão correto e honesto nos apresentarmos da maneira à qual costumamos nos apresentar, afinal, somos muito mais do que o nome que nos foi dado, as coisas que fizemos, quem nos tornamos ou há quanto tempo estamos vivos. Mas podemos começar por aí, para já não complicar muito as coisas logo de cara.


Meu nome é Mariana, tenho 26 anos, sou brasileira, paulista, budista, arquiteta e urbanista e uma aspirante a chef de cozinha, amante do ativismo e causas ambientais e sociais. Sou uma pessoa entusiasmada, amável e alegre. Mas também sou uma pessoa ansiosa e muitas vezes depressiva. (isso deixo para discursar mais pra frente, rsrs)

Sou fascinada pelo meu planeta e por tudo que o habita (ou quase tudo, ninguém é de ferro, mas estou tentando melhorar). Amo os animais, a fidelidade e inocência dos cães e gatinhos domesticados, mas também a doçura e pureza dos animais silvestres, grandes, bagunceiros, que não cabem na nossa casa. Amo a nossa flora, o frescor de receber uma brisa com cheiro de mato recém cortado, a liberdade de correr em um descampado, ou o prazer de descansar embaixo da sombra de uma árvore grande e imponente. (ela parece nos dar a estabilidade e segurança que às vezes não temos, não é?)

Além disso tudo, e talvez acima disso tudo, amo o ser humano. É uma relação complicada eu diria, às vezes até um pouco esquizofrênica da minha parte, pois às vezes me pego criticando e detestando seres humanos como se eu mesma não fosse um. Mas a verdade é que, na maior parte das vezes, consigo enxergar a beleza e a compaixão que acompanham de pertinho essa espécie esquisita que somos. Somos tão complexos que é até difícil ter uma opinião formada sobre nós mesmos. Somos metamórficos, antagônicos, muitas vezes contraditórios, mas também puros, autênticos, francos.

(No fundo, beeem lá no fundo mesmo, acredito que estamos todos procurando uma forma mais iluminada de se viver. Todos nós queremos ultrapassar o sofrimento e a escuridão, mas muitas vezes não sabemos como, e acabamos nos embaralhando um pouco. Enfim, acho que fugi um pouco do assunto.)

Eu sempre tive um grande sonho, que é ter uma casinha simples, projetada e construída por mim, se possível com base na arquitetura vernacular e bioconstrução, em uma cidade afastada, próxima a natureza, com meu próprio quintal para poder cultivar minha horta orgânica e poder me sustentar com isso. Isso lhes introduz brevemente que tenho bastante conhecimento e interesse em assuntos como reciclagem, compostagem, hortas urbanas, estratégias para diminuição da geração de resíduos, e consumo de produtos sustentáveis, e espero poder compartilhá-los aqui.


Sempre fui apaixonada por culinária e gastronomia, cozinhar faz parte de mim e é o que me faz feliz. Quando estou sendo fiel à minha essência, à minha realidade, à minha autenticidade, é quando estou mexendo com alimentos. Hoje em dia tenho experiência, contato e paixão pela limpeza, preparo, montagem e consumo da comida, mas tenho vontade de ir além. Tenho vontade do preparo da terra, do estudo do solo e sua composição, do clima, da adubagem, do cuidado, do plantio, da colheita. Isso faz a diferença na culinária, e alimenta minha sede pela proximidade com a natureza. O ciclo se fecha, e tenho certeza que me verei completa algum dia.

Enfim, tenho muito a dizer sobre mim, e o farei nos próximos posts deste blog.


Se alguém leu algo até aqui, seja bem vindo! Espero encontrarmos juntos o que estamos procurando.

Até logo!

 
 
 

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